Aleksander Blockks x Flávio Cobolli Palpite 17 agosto 2026


🔊 Em Cincinnati, Alexander Blockx aparece como o 28º cabeça de chave e já superou sua campanha do ano passado: na edição anterior, o belga precisou passar pelo qualifying e acabou eliminado na segunda rodada por Brandon Nakashima. Agora, ele encara Flavio Cobolli na fase de 1/16 de final. Cobolli, sétimo cabeça de chave, vem de uma sequência difícil - desde as quartas de final em Wimbledon, somou apenas uma vitória em três partidas. O piso duro é, sem dúvida, o mais desafiador para o italiano, algo que se reflete até mesmo nas odds, que favorecem seu adversário, apesar do menor prestígio. Vamos analisar as chances de Flavio em surpreender os bookmakers nesta rodada.
Confrontos diretos
📊 Os tenistas se enfrentaram uma vez, há quatro meses, em Monte Carlo. Na ocasião, Blockx saiu vitorioso com parciais de 6-3, 6-3. O belga veio do qualifying e ocupava a 91ª posição no ranking, mas salvou todos os cinco break points e conquistou 79% dos pontos com o segundo saque. A partida foi disputada no saibro, superfície na qual Cobolli costuma apresentar números bem superiores, então a mudança de quadra não favorece o italiano.

Aleksander Blockks Visão geral do jogador
Ao longo dos últimos 52 semanas, Blockx conquista 48 vitórias e sofre 22 derrotas - um dos melhores retrospectos entre todos os participantes da terceira rodada em Cincinnati. No piso duro, ele triunfa em 31 de 46 partidas, mantendo 87% dos games no saque e vencendo 78% dos pontos após o primeiro serviço. Seu índice de games mantidos está cerca de sete pontos percentuais acima da média do circuito - na prática, isso significa perder apenas um game no saque a cada um set e meio.
Vale uma ressalva: os últimos dez jogos do belga aconteceram principalmente no saibro, em Estoril e Umag, onde o cenário muda - apenas 77% de games mantidos e cinco derrotas. Desde então, ele atua duas vezes no hard. Na segunda rodada deste Masters 1000, diante de Mariano Navone, Blockx impressiona: 18% de aces e 87% de pontos ganhos com o primeiro saque, números que garantem a vitória por 6-3, 6-4. Contra Jiri Lehecka em Montreal, porém, ele não repete o desempenho e cai por 3-6, 4-6, salvando apenas cinco dos sete break points enfrentados.
Resultados dos jogos: Aleksander Blockks











Flávio Cobolli Visão geral do jogador
Kobolli ocupa atualmente a oitava posição do ranking mundial, mas essa ascensão não veio graças ao desempenho nas quadras rápidas. Ao longo do ano, o italiano soma 19 vitórias e 16 derrotas em superfícies velozes. O principal destaque veio na grama: ele chegou às quartas de final em Wimbledon, superando nomes como Alex De Minaur (7-5, 7-6, 6-3) e Karen Khachanov. Esses resultados também explicam a impressão enganosa de seus últimos dez jogos - seis deles foram disputados sobre a grama.
O ponto fraco está no primeiro saque. Em hard courts, Kobolli acerta apenas 55% dos primeiros serviços, o que o obriga a jogar muitos pontos com o segundo saque, onde conquista 51% dos pontos. Na segunda rodada em Cincinnati diante de Miomir Kecmanovic, esse índice caiu para 49%, com 10% de duplas faltas: mesmo começando com um contundente 6-1, Kobolli permitiu que a partida se estendesse por duas horas e ofereceu ao sérvio nove break points (6-1, 4-6, 6-3). Antes disso, ele havia sido superado por Yannick Hanfmann em Montreal, em dois tie-breaks.
Resultados dos jogos: Flávio Cobolli
Fatores-chave
- Retenção de serviço em quadras duras nas últimas 52 semanas: Blockx registra 87%, enquanto Cobolli fica nos 77%.
- A devolução de ambos é mediana - o belga vence 22% dos games no saque adversário, o italiano 18%.
- O italiano, jogando no hard, cede mais pontos em seu próprio serviço do que consegue conquistar nas devoluções.
- No confronto direto, a partida foi decidida em dois sets, com Blockx salvando cinco break points.
Cenário esperado
Tudo depende de quantas vezes Cobolli vai começar o ponto com o segundo saque: com um aproveitamento de 55%, isso significa praticamente a cada dois pontos, enquanto Blockx conquista 22% dos games de devolução - não é um número espetacular, mas suficiente para punir esse índice. O italiano precisa ou aumentar sua precisão para a casa dos 60%, ou então levar os pontos para trocas mais longas, onde os 51% de sucesso no segundo saque deixam de ser um problema tão grave.
Para o belga, o desafio é o oposto: evitar que o duelo vire uma montanha-russa. Seu próprio retorno é apenas mediano, e se Cobolli começar a encaixar o primeiro saque, o break pode demorar a aparecer - em Monte Carlo, o italiano só perdeu o serviço duas vezes em toda a partida. O cenário mais provável aponta para dois sets equilibrados, com uma quebra em cada um, ou então três parciais, sendo que uma delas deve ser decidida no tie-break.
Previsão para o total de games
Ambos os tenistas costumam levar as partidas para finais longas. Nos últimos 52 semanas, Cobolli disputou 37 tie-breaks em 62 jogos, enquanto Blockx participou de 32 em 70 partidas. Os dois compromissos mais recentes do italiano no piso duro terminaram com 26 games cada. Portanto, faz sentido apostar em um número elevado de games neste confronto.
⭐ Previsão da Redação
As casas de apostas apontam odds praticamente equilibradas, reconhecendo que a diferença de ranking não faz tanta diferença neste confronto. Nos últimos 52 semanas em quadras duras, Blockx supera Cobolli em todos os principais indicadores estatísticos. Some-se a isso uma vitória convincente no confronto direto e o fato de Flavio ter vencido apenas uma vez em três jogos desde Wimbledon. O ponto contra Alexander é seu retrospecto diante de tenistas do top 10: apenas uma vitória e cinco derrotas, além de seus últimos dez compromissos terem sido majoritariamente no saibro, onde ele manteve 77% dos games de serviço, bem abaixo dos 87% que costuma registrar no piso duro. Ainda assim, frente a um italiano especialista em saibro, isso deve ser suficiente. Nossa previsão: vitória de Blockx.

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Previsões estatísticas: Aleksander Blockks - Flávio Cobolli




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